Axiomas elaborados pelo educador DeRose
Reproduzo abaixo um texto escrito por DeRose que elenca alguns axiomas elaborados por ele, a partir das suas máximas de experiência de vida. A palavra axioma pode significar: num sentido filosófico, uma afirmação que não exige prova para que se considere verdadeira; expressão com um sentido geral ou um princípio moral; ou ainda, uma máxima. Obrigado pelo presente!!!
Axiomas
Estes axiomas são o fruto de muita experiência de vida. Eles foram elaborados pensando em você e para ajudá-lo a tornar sua vida mais fácil. Aceite-os como um presente. Reúna sua galera para desfrutá-los num grupo de debates ou de meditação.
1. Não acredite.
2. Dar segunda chance é dar uma segunda oportunidade para que a pessoa repita a mesma atitude.
3. Repassar sua incumbência a terceiros é uma forma quase infalível de a tarefa sair errada.
4. Deixar recado não funciona.
5. Fazer surpresa quase sempre resulta em desastre.
6. Tudo o que você disser chegará ao conhecimento da pessoa envolvida no comentário.
7. Nada é aquilo que parece ser.
8. Tudo é relativo.
Axioma temporário: E-mail não funciona (a menos que você telefone perguntando se o destinatário conseguiu abrir e ler o arquivo).
Axioma Número Zero (do Joris Marengo): O Mestre sempre tem razão.
[Espero que o Joris tenha razão!]
Autor: DeRose.
Extaído do Blog do DeRose: http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/profissao/voce-sabe-quais-sao-os-outros-axiomas/
Se desconstrua…
Essa palavra, desconstrutivismo, que remete a um conceito de arquitetura pós-moderna, me faz lembrar de algo que, para ser alcançado, preciso será antes degenerar, subverter… para só então haver a renovação e transcendência almejadas. Nessa arte, onde destruir faz parte da construção, persegue-se a superlativa relatividade das coisas, deixando-se para trás aquela condição medíocre pautada na inércia, no velho paradigma, no conformismo, na normalidade e na superficialidade.
Museu Guggenheim Bilbao de Frank Gehry, às margens do Rio Nervión, no centro de Bilbau, Espanha.
Daniel Libeskind’s Green New York Tower
A natureza e o Yôga: a superação dos instintos*
Yôga é domínio sobre a natureza.
Quando olhamos o sádhana, a prática diária, sobre este ângulo, algumas interessantes associações podem ser feitas.
Uma é de que dissolvemos para sempre, em nós, o rótulo utilitário, de benefícios, impostos pela mídia e a opinião pública.
Por exemplo, ao executar um ásana, procedimento orgânico, notadamente tão coligado à atividade física, flexibilidade etc, o sádhaka, praticante, faculta-se aplicar uma intenção à mentalização enquanto permanece na posição, que a projeta para muito além do emprego do azul para sedar ou o do laranja para tonificar, modelo ampla e unanimemente usado nas orientações do Instrutor em classe.
Antes de continuarmos, porém, cabe relembrar a ancestral frase utilizada por DeRose, nas primeiras edições do Prontuário de Yôga Antigo: “Yôga é 80% mental e 20% físico”. Ou seja, o ásana escapa efetiva e definitivamente da condição de exercício físico, quando utilizamos os modelos mentais, protótipos de saúde, longevidade, prosperidade, evolução etc. Antes disso, ousaríamos dizer que ainda não é ásana.
Continuando o raciocínio, note o leitor que o foco está na vontade e não especialmente nas construções de imagens, embora estas também possam mudar drasticamente, quando o sádhaka se debruça sobre a frase do início do texto.
Incorporado o conceito de que Yôga é domínio sobre a natureza, o praticante, ao assumir o ásana ou qualquer outra técnica do Nosso Método tais como pránáyáma, kriyá, pújá etc, estará sujeito a adotar uma atitude mental aonde a atenção está voltada em reconstruir o corpo, reeducar a emocionalidade e disciplinar os pensamentos, remodelando-se na direção de um arquétipo de perfeição evolutiva, incorporando qualidades, talentos e habilidades que o levem a uma espiral ascendente e continuada de sobrepujança sobre a sua genética, instintos, hábitos e crenças. Ou seja, uma intenção definitivamente afastada dos alvos utilitários.
As reflexões acima expostas, nos parecem uma visão pura de poder, de domínio e que afastam os sádhaka, de sua humanidade tão imperfeita. “O Yôga é um processo de desumanização, de desnaturação do ser humano” já alertava DeRose em seus cursos na década dos oitenta do século passado.
Esta atitude, de auto-superarão dos instintos, pode remodelar também a qualidade, a profundidade e potência das mentalizações, do chayttanya do discípulo. Na maioria dos casos, como desdobramento, a expectativa e a qualidade da vida do educando são dilatadas, a rede e a propriedade das relações interpessoais amplia-se, desembocando naturalmente em consolidação econômica, reconhecimento social e profissional.
Estes são apenas os sinais externos, recorrentes nos praticantes das modalidades de Yôga autênticos, entre os quais incluímos o Nosso Método. Refletem um câmbio, uma mudança nos registros humanos coletivos, mundanos, normais, atrelados biologicamente apenas a garantir a sobre-vivência individual e perpetuação da espécie, e nos quais está submersa a maioria esmagadora da Humanidade. São substituídos por outros, edificados pela ética, civilidade, cidadania, cultura, hábitos alimentares e comportamentais mais sutis, forte reforço gregário, ou seja, os elementos que ensejam a Nossa Proposta Cultural.
Autor: Joris Marengo
*Texto extraído do BláBLOGBlá – O blog do Jojó: http://yogafloripa.com/blogdojojo/, postado em 01/05/2010.
Coexistindo
Coexistir significa existir ao mesmo tempo e/ou em outro lugar. Ora, saber lidar com as diferenças, compreender outros pontos de vista e aceitar as pessoas do jeito que elas são, é uma forma inteligente de se evitar conflitos, confrontos ou aborrecimentos, por conseguinte, uma forma de se obter mais qualidade de vida. Afinal, uma pessoa tolerante é aquela que aceita e respeita ideias ou comportamentos distintos dos seus. Desenvolver tolerância é acrescer felicidade à nossa existência.
Por falar em futuro da humanidade…
Recente pesquisa do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) revela que metade das emissões de gases-estufa no Brasil vem da pecuária, ou melhor, do “pum” da vaca. Seria cômico se não fosse trágico. Que vergonha!!!
Confira a matéria no site:
Vídeos: El futuro de internet e Mud@nç@s @contecem
Vídeo interessante que narra a história e futuro do mundo após a criação da internet.
O vídeo abaixo é surrealista e provavelmente elaborado pela IBM como mensagem de final de ano aos seus executivos espalhados pelo mundo. A partir de constatações e dados estatísticos a espécie humana é projetada a um futuro cada vez mais cibernético, concluindo sobre a importância de se adptar as novas tendências e tecnologias.
A história das coisas… uma reflexão sobre sustentabilidade.
O vídeo abaixo é fascinante, realista, esclarecedor e revelador. Analisa as etapas do sistema produtivo e a economia de materiais (extração, produção, distribuição, consumo e tratamento de lixo). Defende uma nova escola de pensamento baseada em sustentabilidade e equidade, química verde, zero resíduos, produção em círculo fechado, energia renovável e economias locais vivas.
Outros motivos para ser vegetariano…
O vídeo abaixo, enviado pelo amigo e contribuinte do Blog, Maurício Waly de Paulo, expõe vários outros motivos, além da crueldade com animais, para ser vegetariano.
“Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que você nunca fez”. (Autor deconhecido).
DeRose é outra coisa!!!!

Não queremos dar entrevistas sobre Yôga
Autor: DeRose
A linguagem foi criada para conseguir a boa comunicação entre os seres humanos. A partir do momento em que ela não sirva para essa comunicação ou, até mesmo, cause mal-entendidos, tal linguagem precisa ser repensada.
Quando nós expressamos o vocábulo “Yôga”, o interlocutor já começa a embaralhar “o Yôga” com “a Yôga”. Dali a pouco ele já evolui para “a ióga”. Com o nome, já começam as discrepâncias. (Explicação: é que há muitos instrutores que o pronunciam de diferentes formas e que o interpretam de maneiras divergentes.)
O debatedor questiona o gênero da palavra, a pronúncia e a escrita. Como se isso já não fosse confusão suficiente, na sequência passa a associar o que fazemos com algo completamente diferente e até mesmo antagônico àquilo sobre o que estamos querendo explanar. (Explicação: existem 108 tipos de Yôga que são diferentes entre si.)
“Não, meu querido, não precisa de paciência, não, para praticar”, diz você cheio de tolerância, e tem que ouvir: “Como que não? Todo o mundo sabe que a ióga é muito parada…” (Explicação: há algumas modalidades que são realmente paradas.)
“Não, companheiro, não é para tua namorada, não, é a ti que eu estou convidando”, insiste você já com menos paciência, e amarga a resposta: “Ah! Não. A ióga é para mulher.” (Explicação: embora na Índia o Yôga seja uma arte de cavalheiros, no Ocidente, a partir da década de 1960, foi muito difundido para senhoras.)
“Não, meu anjo, não é para idosos, não, é para gente jovem”, diz você disfarçando como pode a irritação que quer explodir num berro de desabafo, e é obrigado a escutar: “Quando eu ficar mais velho e não puder mais fazer esportes de homem, aí, quem sabe?” (Explicação: de fato, o Yôga é para gente jovem, mas alguns ensinantes se especializaram em recursos inspirados no Yôga para aplicar à terceira idade.)
“Não, cara, não é terapia coisíssima nenhuma, é para gente saudável”, diz você visivelmente abalado, e mal consegue deixar que o interlocutor termine a frase: “Como que não, se os professores de ióga divulgam os benefícios para a saúde e alguns até enumeram as doenças que ela cura?” (Explicação: alguns profissionais exploram a eficácia das técnicas, direcionando-as para atenuar problemas de saúde.)
“Não, seu pafúncio, não é uma seita, não, é para pessoas lúcidas e de bom-senso”, diz você já querendo saltar sobre a jugular do outro, e indigna-se ao ouvir: “Como que não é, se eu vejo sempre na televisão e no cinema pessoas que dizem professar a ióga, com roupas exóticas, cantando Harê Krishna; e outras com atitude mística, colocar as mãos em prece e se inclinar para a frente ao mesmo tempo que pronunciam o mantra adamastêr?” (Explicação: de fato, há vertentes que se consideram religião, como é o caso do Harê Krishna e outras.)
É… essa palavra mágica que produz tanto mal-entendido não pode mais ser utilizada para a comunicação com quem não for estudioso da mesma modalidade. Por isso, internamente, prosseguiremos utilizando o termo Yôga, mas para fora, para comunicarmo-nos com amigos, familiares, colegas do escritório, da faculdade, do ginásio, imprensa, conhecidos e desconhecidos, não vamos mais utilizar esse termo.
Quando formos dar entrevistas em rádio, TV, jornais e revistas, o que precisamos a partir de agora é dizer, com muita educação e simpatia, que não queremos falar de Yôga. Que essa palavra não deve constar da entrevista nem uma única vez. Que queremos falar exclusivamente sobre o Método DeRose. Que é uma proposta nova e queremos explicar o que é. (O conteúdo não é novidade alguma. A proposta é que é nova.)
Para tanto, é claro que nenhum press release deve mencionar a palavra Yôga em hipótese alguma.
Mas então, Método DeRose é apenas um outro termo para intitular a mesma coisa? Não.
Método DeRose é outra coisa.
Embora possamos, eventualmente, para encurtar a conversa, declarar que Método DeRose é um método de Yôga, precisamos ter consciência de que essa é uma simplificação e que ela talvez possa ter consequências indesejáveis. Mais para a frente, pode parecer contradição, quando você for dar uma explicação mais exata e mais completa. Na verdade, o Método DeRose é constituído por uma tecedura de conceitos e técnicas, das quais as técnicas (e unicamente as técnicas) são provenientes do Yôga Antigo.
Portanto, Método DeRose não é Yôga. Ao mesmo tempo, utiliza o Yôga como uma de suas ferramentas mais importantes.
Quem deu o nome de Método DeRose? Conforme pode ser constatado em informativos enviados várias vezes nos últimos anos aos instrutores do Método, nós oferecemos nada menos que 30 alternativas para referir-nos a ele. Algumas delas são: a Nossa Cultura; a nossa proposta; o nosso método; a nossa filosofia; nosso movimento cultural, reeducação comportamental, life style coaching etc.
Quem deu o nome Método DeRose foram os alunos e instrutores que vieram utilizando tal referência durante décadas, até que finalmente, comemorando cinquenta anos de ensino, aceitamos utilizar essa nomenclatura.
Quem cunhou a frase: “Método DeRose é outra coisa”? Curiosamente, foram os que ensinam outras modalidades de Yôga, a fim de distinguir que o nosso Método é, de fato, diferente. Nem melhor, nem pior. É “outra coisa”. Interessante, porque quem cunhou o termo impressionismo fora justamente um crítico de arte, opositor ferrenho à pintura de Monet e usara aquele termo com intenção depreciativa. Pois acabou por produzir o efeito contrário e foi quem desencadeou a fama desse ilustre pintor.
No nosso caso, ficou claro que a intenção dos colegas de outras linhas ao nos classificar como “outra coisa” era de boa-fé quando uma aluna, casada com um editor inglês, sugeriu que ele publicasse um livro de Yôga e ele se recusou de forma categórica. Quando a esposa disse que propusera a edição porque estava praticando o nosso Método, o marido respondeu inusitadamente: “Ah! DeRose eu publico.” Ela questionou: “Por que Yôga não e DeRose sim?” E veio a resposta histórica: “DeRose é outra coisa.”
Então, está bem. Estamos convencidos. Se todos são unânimes em declarar que DeRose é outra coisa, nós simplesmente acatamos a vox populi. Esperamos que seja a vox Dei.
Post publicado no site http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/ nesta terça-feira, dia 29 de Setembro de 2009.
Assista a entrevista de 1h com DeRose gravada na Europa em 2009:
http://www.uni-yoga.org/entrevista_derose_tv.php
Ashtánga Sádhana
Venha! Embarque e usufrua ao máximo de tudo de bom que a principal ferramenta do Método DeRose pode trazer à sua existência.
Encontre o melhor lugar para desenvolver a sua prática. Crie disponibilidade interior para essa vivência e sintonize. Sinta brotar de suas mãos, através do gesto reflexológico que executa, o acolhimento dessa filosofia milenar. Permita-se a receber, por cada poro do seu corpo, qualidade de vida e bem-estar.
Agora, expanda essa vitalidade e vontade, transmitindo-as ao local que o(a) acolhe, ao grupo com o qual partilha essa experiência, ao instrutor que ministra a prática e a todos os mestres e discípulos que permitiram que os ensinamentos dessa cultura ancestral chegassem até você. Sinta-se grato pelas pessoas que você tem junto de si e pela vivência que experimenta. Seja grato e alegre pela Vida, em si.
Exteriorize essa alegria por meio da vocalização de sons e ultra-sons que visam a desobstruir os meridianos por onde circula a energia vital em seu organismo. Interiorize-se com a vocalização do som universal mais poderoso: ÔM.
Agora, sinta o oxigênio fluir por suas narinas. Estabilize sua respiração com um ritmo coordenado, transformando-a numa dança fluida que percorre cada célula do seu ser, sob a forma de estrelas de energia que potencializam a vitalidade de cada partícula que forma você. Observe, a esta altura, as sutis alterações em sua freqüência cardíaca e em seus estados de consciência.
Execute com a devida consciência a purificação das mucosas, percebendo como é possível sentir, de dentro para fora, o trabalho de limpeza que se processa em você. Que tal? Sente-se bem? Pois isso é só o início.
Trabalhe agora seus corpos físico, mental e emocional através da técnica orgânica. Sinta os vórtices de energia que se interconectam por meio de linhas de força que existem em seu corpo, mentalizando que cada músculo, artéria e tendão são seus cúmplices nos objetivos que o seu corpo se propõe atingir. Após tomar consciência da satisfação proporcionada por cada conquista sua, supere-se, dando o seu melhor (não só no sádhana, mas também e principalmente na vida).
Maravilha! Agora, descontraia e deixe que o corpo assimile, até na intimidade das suas células, tudo aquilo que, depois de filtrado, pretende guardar consigo.
Por fim, aquiete a sua mente, estabilize a sua consciência, e sinta desabrochar a sua flor de lótus. Uma flor cujas pétalas expandem auto-suficiência, saúde, bem-estar, conforto e satisfação. Abra os olhos, sorria para a vida e lance as suas pétalas em direção ao sol.
Boa Viagem! SwáSthya!
Texto escrito por Cláudia Dutra – Sádhaka da Unidade Savassi – Belo Horizonte – MG
Impactos ambientais do uso de animais para alimentação

É impressionante como os temas ”preservação do meio ambiente” e “vegetarianismo” estão cada vez mais em sintonia. Deixo aqui uma dica de um livreto virtual (.pdf) disponível no site: www.svb.org.br e que fala, dentre outras coisas, sobre:
Pecuária e desmatamento;
Pesca industrial e colapso de espécies oceânicas;
Aquicultura e destruição de manguezais;
Suinocultura e poluição de lençóis freáticos;
Criação de animais para consumo humano e aquecimento global;
O caderno “Impactos ambientais do uso de animais para alimentação”, que foi produzido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e se respalda em fontes sérias como a FAO, ONU, WWF e o IBGE, revela em que medida a produção industrial de carnes compromete a sustentabilidade em nosso planeta.
O link para download direto do livro é o seguinte:
Vale a pena conferir.
Aqueça seu coração, não o planeta. Seja vegetariano!
Ainda sobre consumidor versus meio ambiente
Nos links abaixo duas matérias (ambas noticiadas em site do Ministério Público Federal nos Estados) que versam sobre a responsabilidade e o poder que o consumidor tem para com o meio ambiente. Na primeira delas a Procuradoria da República na Bahia convoca a todos os consumidores para que passem a exigir informações sobre a procedência da carne e outros derivados do boi, não adquirindo produtos que tenham sido originados a partir da criação ilegal de gado em áreas desmatadas na amazônia. Na segunda matéria, a Procuradoria da Répública no Mato Grosso, defende a necessidade da rotulagem dos produtos como o mínimo que se pode garantir ao consumidor para que ele tenha a opção de escolher se deseja ou não consumir alimentos produzidos a partir de matéria-prima com OGM (Organismos Geneticamente Modificados).
http://www.prba.mpf.gov.br/mpf-noticias/consumidor-informado-pode-ajudar-no-combate-ao
Se você souber de mais links de matérias que tratem desse importante tema, envie para eu postar aqui.
Usuário Pagador
Há quem diga que o homem de hoje não passa de um mero “consumidor”. A humanidade não pode mais ser encarada como uma simples “sociedade de massas” que priva o direito de escolha do indivíduo. Será que estamos condenados àquilo que a moderna indústria e seus monopólios entendem por bens de consumo? Onde fica a saúde do planeta e a nossa qualidade de vida… até quando continuarão nos empurrando enlatados e embutidos… afinal, precisamos viver para trabalhar, e trabalhar para… consumir…
Pois é, mas não é bem assim. Na democracia todo poder emana da maioria participativa (que por sua vez compõe-se de minorias) que, na sua infinidade de possibilidades, poderá escolher por exemplo “salvar” a Terra. Para que essa salvação ocorra parece mesmo ser essencial um rigoroso controle de natalidade no afã de estancar o crescimento populacional e uma boa educação, incluída aí, a ambiental e a política.
Da mesma forma que todo o “povo” tem o governo que merece… tem o planeta que merece. Na relação eleitor versus eleitos, de nada adianta sabermos escolher os melhores candidatos, se aqueles que se candidatam não são os melhores. Mas na relação consumidor versus fornecedor isso é diferente, porque se soubermos escolher e comprar o melhor o produto, poderemos eleger aquele que o produziu ou comercializou como o fornecedor que irá prosperar no mercado. Poucas pessoas idôneas e honestas decidem seguir carreira política, e isso é uma pena. Contudo, a lei da oferta e da procura continua a naturalmente reger o mercado, atingindo a todos, sem exceção.
Somos usuários de tudo aquilo que necessitamos ou não, e quando pagamos por um bem, produto ou serviço, também estamos pagando pela utilização dos recursos naturais disponíveis (que são submetidos a inúmeros processos de transformação) ou pela poluição ou degradação eventualmente causada ao meio ambiente.
Não é novidade que os recursos naturais estão cada vez mais limitados e que o extrativismo, consistente numa atividade econômica exploradora das matérias-primas encontradas na natureza, não cultivadas, há tempos já constitui um método predador e reprovável.
Proponho aqui que nos tornemos consumidores cada vez mais conscientes de produtos cada vez mais inteligentes. O consumidor consciente é aquele capaz de direcionar seu poder econômico a bens, produtos e serviços que contribuam em todas as fases de sua cadeia produtiva, para a manutenção de um meio ambiente ecologicamente sustentável, saudável e equilibrado.
O homem tem explorado a natureza de forma irracional e imediatista, visando somente seu aspecto econômico, por isso temos de fazer uso inteligente de alimentos e materiais, cuja produção, extração e fabrico, de forma a impedir a poluição ou degradação do planeta, preservando a saúde de todos e a abundância de recursos naturais.
Dar preferência ao consumo das energias limpas e renováveis e a produtos que não exijam o sacrifício de animais, são hábitos consumeiristas que podemos adotar em nosso dia a dia. Optar por alimentos orgânicos, cultivados sem agrotóxicos e não transgênicos, a meu ver, são atitudes pró-vida.
A Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), no artigo 40 determina que “os alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de OGM (Organismos Geneticamente Modificados) ou derivados deverão conter informação nesse sentido em seus rótulos, conforme regulamento.”
Se você for vegetariano é importante atentar para o fato de que muitos produtos, que aparentam não conter derivados de animais, são preparados com ingredientes à base de carmim de cochonilha (utilizado como corante vermelho nos iogurtes, por exemplo), do tutano bovino (gelatina, bala de goma), do coalho extraído do estômago de bezerros (em alguns tipos de queijos), do civete (secreção produzida por glândulas dos machos de certa espécie de cervídeo) utilizado como fixador em certos perfumes, do almíscar, etc.. Muitos restaurantes também utilizam em seus pratos uma espécie de “caldo de fundo” feito à base de carne.
Todo consumidor tem o direito de ser informado sobre aquilo que está adquirindo. Cabe aos mais exigentes também saber a procedência da mercadoria, essa transparência é de vital importância a população. Da mesma forma que as embalagens e rótulos devem informar o conteúdo de seus respectivos produtos, os restaurantes também devem colocar o nome do prato e os ingredientes utilizados na sua feitura. Creio que você não investiria seu capital em algo que, se antes soubesse, tivesse sido produzido a partir de matéria-prima obtida de forma ilegal ou em detrimento à nossa biodiversidade, por exemplo: vestimentas feitas a partir da pele de animais mortos para esse fim e madeira extraída de árvores nativas das nossas florestas (você sabia que 90% da extração de madeira no Brasil é feita de forma ilegal?). Pois é, temos muito que evoluir nesse departamento, por isso é importante averiguar a procedência das coisas que adquirimos e sabermos onde gastamos o nosso precioso dinheiro.
O Código de Defesa do Consumidor estabelece em seu Art. 6º, inciso III, que é direito básico do consumidor “a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem”.
Uma linda fábula atribuída ao querido sociólogo brasileiro Betinho, explana com precisão o apelo de solidariedade que a causa exige: “Houve um incêndio na floresta e enquanto todos os bichos fugiam apavorados, um pequeno beija-flor ia do rio para o incêndio levando gotinhas de água em seu bico. O leão, vendo aquilo, perguntou para o beija-flor: Ô beija-flor, você acha que vai conseguir apagar o incêndio sozinho? E o beija-flor respondeu: Eu não sei se vou conseguir, mas estou fazendo a minha parte”.
O raciocínio para o usuário pagador é o mesmo, se cada pessoa empregar seu poder econômico em alimentos, bens e serviços que não causem dano ou perigo de dano ao meio ambiente (o próprio homem participa do meio ambiente), o resultado será surpreendente, uma vez que somos nós, consumidores, que decidimos o modelo ideal de fornecedor, produtor, construtor, comerciante e indústria. Lembre-se que adotamos uma economia liberal orientada pela livre concorrência, preceitos estes que asseguram uma reação favorável do mercado na medida em que se aumenta a procura por produtos mais inteligentes.
Somos consumidores, mas antes de tudo, somos seres que dependemos da natureza para sobreviver. Ela não depende de nós. O planeta agradece… as atuais e futuras gerações, também.
Nossa definição de qualidade de vida (texto extraído do Blog do DeRose, postado na quinta-feira, 18 de Junho de 2009).
Síntese: Qualidade de vida é tornar sua existência descomplicada, é fazer o que lhe dá prazer, com alegria, saúde e bem-estar.
Fundamentação, elaborada a partir do texto que o praticante Maurício Waly de Paulo postou como comentário em nosso blog. Ficou assim depois de fazermos alguns ajustes:
Qualidade de vida é suprir as necessidades fisiológicas e ergonômicas, é adotarmos hábitos que promovam e mantenham a funcionalidade do corpo, do emocional e do mental, é o aprimoramento e desenvolvimento das nossas habilidades, através da boa alimentação, boa forma e boa cabeça – isto é Yôga.
Qualidade de vida é relacionar-se de forma descontraída, ética e responsável com o meio ambiente e o meio sócio-cultural, procurando compartilhar e interagir, agregando sempre generosidade, elegância, respeito e carinho aos nossos relacionamentos, mediante da adoção de um conjunto de valores que incluem boa cultura, boa civilidade e boa educação – isto é Tantra.
Qualidade de vida é adotar uma visão de mundo que nos motive a buscar o desenvolvimento e o aprimoramento contínuo, conquistando a nossa excelência através do estudo, ideais e autoconhecimento – isto é Sámkhya.
Conclusão: qualidade de vida resume-se na proposta de um Yôga de fundamentação Tantra e Sámkhya, isto é, o Yôga Pré-Clássico – SwáSthya Yôga.
Visite o Blog do Educador DeRose: http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/




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