Shiva Natarája: O criador do Yôga na sua forma Rei dos Bailarinos
Shiva Natarája
“Natarája significa rei dos bailarinos. Ele figura no centro de um círculo de fogo, pisoteando o “demônio” da ignorância. Numa de suas mãos, há um pequeno tambor, o damaru, com o qual marca o ritmo do Universo. Seus vários braços sugerem movimento.
Natarája é a manifestação de Shiva envolvido na trama do mundo, integrado à existência de outros seres. É o oposto de Shiva Shankara, isolado nos himalayas em seu ascetismo. Natarája representa aquele que vive, trabalha, luta e atua na sociedade e, ao mesmo tempo, acha-se plenamente consciente da efemeridade nela contida. O yôgin que medita na forma Natarája não precisa retirar-se do mundo para consquistar a meta do Yôga.”
(Trecho extraído do Livro: A força da gratidão (pújá), de Sérgio Santos, fls. 60, 1a Edição, 2006, Editora Nobel).
Segundo ainda o Léxico de Yôga Antigo (SwáSthya Yôga Kôsha), de Lucila Silva, fls. 135, 1a Edição, 2007, DeRose Editora, “Natarája, uma das formas de Shiva: sua dança representa a contínua criação-destruição do Universo. A coreografia de Shiva é o girar do tempo. Existem dois tipos principais da dança de Shiva, com aspectos antagônicos: tándava e lásya.”
“Tándava é a dança feroz e violenta, representando a manifestação coléria de Shiva em sua forma Natarája, em contraposição a lásya, a dança lírica e suave, cheia de doçura, representando as emoções da ternura e do amor.” (Op. citada, fls. 204).

“Só posso crer num deus que saiba dançar”. (Friedrich Wilhelm Nietzsche)
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