B l o g d o R a f a – Onde os amigos se encontram para compartilhar ideias, conjecturas, pontos de vista, insights, sobre vários temas relacionados a cultura, arte e filosofia.

Frases geniais

Publicado em Arte, Comportamento, Cotidiano, Cultura, Educação, Filosofia, Poesia por Rafael Reami em 08/06/2010

A proposta deste post é agregar, periodicamente, algumas frases sublimes de pensadores e luminares da humanidade, para que possam servir de objeto à reflexão e de norte para ela própria. Afinal, se de filósofo e louco, todos temos um pouco, então porque não aprendermos mais com a “experiência humana no mundo” sob os diferentes pontos de vista. Um pensamento, um olhar, um gesto, uma simples presença, são capazes de ampliar ainda mais a nossa consciência.

“Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo.” Mahatma Gandhi.

“Elegância é tudo aquilo que é belo, seja no direito seja no avesso.” Gabrielle Chanel.

“O progresso do homem não é mais do que uma descoberta gradual de que as suas perguntas não têm significado.” Saint-Exupéry.

“Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.” Henry Ford.

“Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.” Pablo Neruda.

“… quando explicamos a poesia ela torna-se banal. Melhor do que qualquer explicação é a experiência direta das emoções, que a poesia revela a uma alma predisposta a compreendê-la. “II Postino (O Carteiro de Pablo Neruda).

“Vê mais longe a gaivota que voa mais alto.” Richard Bach (Fernão Capelo Gaivota).

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” Fernando Pessoa.

“Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Mário Quintana.

“Aonde eu não estou as palavras me acham.” Manoel de Barros.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Saint-Exupéry.

“Todos nós nascemos originais e morremos cópias.” Carl Jung.

“Os animais são meus amigos e eu não como meus amigos.“ George Bernard Shaw.

“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”. Jean Cocteau, artista francês.

“Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.” Carl Young.

“O fracasso é uma excelente oportunidade para o sucesso.” (Autor desconhecido).

“Os nossos maiores inimigos existem dentro de nós mesmos: são os nossos erros, vícios e paixões.” Marquês de Maricá.

“A fórmula mágica da felicidade talvez esteja em respeitarmos a diversidade”. DeRose.

“Iguais, mas diferentes.” Desmond Morris.

“Grande parte da vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas diferenças, e não apenas em desfrutar das semelhanças.” James Fredericks.

“Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas. O resto é a sombra de árvores alheias.” Fernando Pessoa.

“Nunca discuta com um idiota, ele te rebaixa ao nível dele e te vence pela experiência.” (Autor desconhecido).

“Daria tudo que sei em troca da metade do que ignoro”. Descartes.

“Gastronomia é comer olhando pro céu.” Millôr Fernandes.

“Os grandes artistas são aqueles que impõem à humanidade a sua ilusão particular.” Guy de Maupassant.

“Não importa como você começa e sim como você termina.” Autor desconhecido.

“Aquele que tem um ‘porquê’ para viver pode suportar qualquer ‘como’.” Friedrich Nietzsche.

“Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.” Leon Tolstoi.

“Concessões e facilidades debilitam o homem e enfraquecem a vontade.” DeRose.

“Você não poderá resolver os problemas que tem hoje pensando da mesma maneira que você pensava quando os provocou”. Albert Einstein.

“Irei até onde o ar termina. Irei até onde a grande ventania se solta uivando. Irei até onde o vácuo faz uma curva. Irei onde meu fôlego me levar”. Clarice Lispector.

“O ego é dotado de um poder, de uma força criativa, conquista tardia da humanidade, a que chamamos vontade.” Carl Jung.

“Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Antoine-Laurent de Lavoisier.

“Eu aprendi com as primaveras a me deixar cortar e a renascer, sempre inteira.” Cecília Meireles.

“Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, isso não me dispensa de percorrer os caminhos do mundo.” José Saramago.

“Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo.” Guimarães Rosa.

“Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia seus olhos de sua meta.” Henry Ford.

“Estamos ligados aos nossos atos como um fósforo à sua chama.” André Gide.

“Dê o seu máximo e aceite o que dele vier.” Fábio Euksuzian.

“Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez.” (Autor desconhecido).

“As pessoas e as circunstâncias ao meu redor não fazem de mim o que eu sou, elas revelam quem eu sou”. Laura Schlessinger.

“Todos somos responsáveis de tudo, perante todos.” Fiódor Mikhailovich Dostoiévski.

“Tenho prazer em ser vencido quando quem me vence é a razão, seja quem for o seu procurador.” Fernando Pessoa.

“Se Deus não existe, então tudo é permitido.” Fiódor Mikhailovich Dostoiévski.

“A convicção de que há só uma verdade, e que a si mesmo está em posse dela, é a raiz de todo o mal no mundo.” Max Born.

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” Clarice Lispector.

“Poesia é voar fora da asa.” Manoel de Barros.

“Nunca se explique. Seus amigos não precisam e seus inimigos não vão acreditar.” Elbert Hubbard.

“A utopia está lá no horizonte. Aproximo-me, ela se afasta. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” Eduardo Galeano.

“Do lugar onde estou já fui embora.” Manoel de Barros.

“O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos.” Lao Tsé.

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.” Jean-Paul Sartre.

“Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para dentro de você.” Friedrich Wilhelm Nietzsche.

“Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético.” Friedrich Wilhelm Nietzsche.

“Obstáculos e dificuldades fazem parte da vida. E a vida é a arte de superá-los.” DeRose.

“A vida mais doce é não pensar em nada.” Friedrich Wilhelm Nietzsche.

“Quanto mais se golpeia um gongo, maior será a quantidade de pessoas que o escutam.” DeRose.

“Uma mente que se abre a uma nova idéia nunca mais volta a seu tamanho original”. Albert Einstein.

“Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Carl Gustav Jung.

“O homem não é nada mais do que aquilo que faz a si próprio.” Jean Paul Sartre.

“Não há necessidade de fogo, o inferno são os outros.” Jean Paul Sartre.

“Tudo o que está aqui, está em outro lugar; e, o que não está aqui, não está em lugar algum”. Provérbio tântrico registrado no Vishwasara Tantra.

“Quando caímos ao chão, levantamo-nos com o auxílio do chão”. Máxima tântrica.

“Sámkhya é conhecimento, Yôga é poder; aquele que possui os dois nada mais tem a conquistar sobre a Terra”. Bhagavad Gítá, V, 4,5.

“Não aceitar, nem rejeitar: não aceitar a graça como sendo divina, nem rejeitá-la porque não o seja.” Texto Sámkhya.

“Penso 99 vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho no silêncio, e a verdade me é revelada.” Albert Einstein.

“É claro que nós cientistas usamos a intuição. Conhecemos a resposta antes de ir checá-la.” Linus Pauling.

“Felicidade ou infelicidade são efeitos ilusórios de causas relativas à condição anterior.” DeRose.

“Para cada homem há uma verdade diferente”. DeRose.

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Guimarães Rosa.

“No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo.” Cleverson Lopes.

“Aquilo a que você resiste, persiste.” Carl Jung.

“Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo.” Liang Tzu.

“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.” Arnold Toynbee.

“A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação.” Carlos Drummond de Andrade.

“A natureza dos homens é a mesma. São seus hábitos que os mantêm separados.” Confúcio.

“Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos.” Lao Tse.

“As injúrias são as razões dos que não tem razão.” Jean-Jacques Rousseau.

“Irei até onde o ar termina. Irei até onde a grande ventania se solta uivando. Irei até onde o vácuo faz uma curva. Irei onde meu fôlego me levar”. Clarice Lispector.

“O homem de bem exige tudo de si próprio, o homem medíocre espera tudo dos outros.” Confúcio.

“Quando eu me despojo do que eu sou eu me torno o que eu poderia ser.” Confúcio.

“Aquilo que você é fala tão alto que não posso ouvir o que você está dizendo”. Ralph Waldo Emerson.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” Fernando Pessoa.

“Para ver muita coisa é preciso despregar os olhos de si mesmo.” Friedrich Nietzsche.

“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.” Cecília Meireles.

“Longo é o caminho ensinado pela teoria, curto e eficaz, o do exemplo.” Sêneca.

“Somente a pessoa que corre riscos é livre!” Sêneca.

“O homem está condenado a ser livre.” Jean Paul Sartre.

“A vida é o que acontece enquanto estamos pensando em outra coisa.” Oscar Wilde.

“É muito tarde para ser pessimista.” Yann Arthus-Bertrand.

O Pensador de Rodin

Publicado em Arte, Comportamento, Cultura, Escultura, Filosofia, Poesia por Rafael Reami em 26/05/2010

O Pensador (francês: Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin e retrata um homem em reflexão soberba, lutando com uma poderosa força interna.

Originalmente chamado de O Poeta, a peça era parte de uma comissão do Museu de Arte Decorativa em Paris para criar um portal monumental baseada na Divina Comédia, de Dante Alighieri. Cada uma das estátuas na peça representavam um dos personagens principais do poema épico. O Pensador originalmente procurava retratar Dante em frente dos Portões do Inferno, ponderando seu grande poema. A escultura está nua porque Rodin queria uma figura heróica à la Michelangelo para representar o pensamento assim como a poesia.

Rodin fez sua primeira versão por volta de 1880. A primeira estátua (O Pensador) em escala maior foi terminada em 1902, mas não foi apresentada ao público até 1904. Tornou-se propriedade da cidade de Paris graças a uma contribuição organizada pelos admiradores de Rodin e foi colocada em frente do Panteão em 1906. Em 1922, contudo, foi levada para o Hotel Biron, transformado no Museu Rodin. Mais de vinte cópias da escultura estão em museus em volta do mundo. Algumas destas cópias são versões ampliadas da obra original assim como as esculturas de diferentes proporções.

Texto extraído da Wikipédia (com algumas alterações): http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Pensador 

Mais sobre Rodin: http://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Rodin

Se desconstrua…

Publicado em Arquitetura, Arte, Cultura, Ficção, Filosofia, Meio Ambiente, Qualidade de vida, Sociedade por Rafael Reami em 03/05/2010

Essa palavra, desconstrutivismo, que remete a um conceito de arquitetura pós-moderna, me faz lembrar de algo que, para ser alcançado, preciso será antes degenerar, subverter… para só então haver a renovação e transcendência almejadas. Nessa arte, onde destruir faz parte da construção, persegue-se a superlativa relatividade das coisas, deixando-se para trás aquela condição medíocre pautada na inércia, no velho paradigma, no conformismo, na normalidade e na superficialidade.

Museu Guggenheim Bilbao de Frank Gehry, às margens do Rio Nervión, no centro de Bilbau, Espanha.

 

Daniel Libeskind’s Green New York Tower

A natureza e o Yôga: a superação dos instintos*

Yôga é domínio sobre a natureza.

Quando olhamos o sádhana, a prática diária, sobre este ângulo, algumas interessantes associações podem ser feitas.

Uma é de que dissolvemos para sempre, em nós, o rótulo utilitário, de benefícios, impostos pela mídia e a opinião pública.

Por exemplo, ao executar um ásana, procedimento orgânico, notadamente tão coligado à atividade física, flexibilidade etc, o sádhaka, praticante, faculta-se aplicar uma intenção à mentalização enquanto permanece na posição, que a projeta para muito além do emprego do azul para sedar ou o do laranja para tonificar, modelo ampla e unanimemente usado nas orientações do Instrutor em classe.

Antes de continuarmos, porém, cabe relembrar a ancestral frase utilizada por DeRose, nas primeiras edições do Prontuário de Yôga Antigo: “Yôga é 80% mental e 20% físico”. Ou seja, o ásana escapa efetiva e definitivamente da condição de exercício físico, quando utilizamos os modelos mentais, protótipos de saúde, longevidade, prosperidade, evolução etc. Antes disso, ousaríamos dizer que ainda não é ásana.

Continuando o raciocínio, note o leitor que o foco está na vontade e não especialmente nas construções de imagens, embora estas também possam mudar drasticamente, quando o sádhaka se debruça sobre a frase do início do texto.

Incorporado o conceito de que Yôga é domínio sobre a natureza, o praticante, ao assumir o ásana ou qualquer outra técnica do Nosso Método tais como pránáyáma, kriyá, pújá etc, estará sujeito a adotar uma atitude mental aonde a atenção está voltada em reconstruir o corpo, reeducar a emocionalidade e disciplinar os pensamentos, remodelando-se na direção de um arquétipo de perfeição evolutiva, incorporando qualidades, talentos e habilidades que o levem a uma espiral ascendente e continuada de sobrepujança sobre a sua genética, instintos, hábitos e crenças. Ou seja, uma intenção definitivamente afastada dos alvos utilitários.

As reflexões acima expostas, nos parecem uma visão pura de poder, de domínio e que afastam os sádhaka, de sua humanidade tão imperfeita. “O Yôga é um processo de desumanização, de desnaturação do ser humano” já alertava DeRose em seus cursos na década dos oitenta do século passado.

Esta atitude, de auto-superarão dos instintos, pode remodelar também a qualidade, a profundidade e potência das mentalizações, do chayttanya do discípulo. Na maioria dos casos, como desdobramento, a expectativa e a qualidade da vida do educando são dilatadas, a rede e a propriedade das relações interpessoais amplia-se, desembocando naturalmente em consolidação econômica, reconhecimento social e profissional.

Estes são apenas os sinais externos, recorrentes nos praticantes das modalidades de Yôga autênticos, entre os quais incluímos o Nosso Método. Refletem um câmbio, uma mudança nos registros humanos coletivos, mundanos, normais, atrelados biologicamente apenas a garantir a sobre-vivência individual e perpetuação da espécie, e nos quais está submersa a maioria esmagadora da Humanidade. São substituídos por outros, edificados pela ética, civilidade, cidadania, cultura, hábitos alimentares e comportamentais mais sutis, forte reforço gregário, ou seja, os elementos que ensejam a Nossa Proposta Cultural.

Autor: Joris Marengo

*Texto extraído do BláBLOGBlá – O blog do Jojó: http://yogafloripa.com/blogdojojo/,  postado em 01/05/2010.

Shiva Natarája: O criador do Yôga na sua forma Rei dos Bailarinos

Publicado em Arte, Comportamento, Cotidiano, Cultura, Dança, Ficção, Filosofia, Sámkhya, Vida por Rafael Reami em 30/09/2009

 Shiva Natarája

“Natarája significa rei dos bailarinos. Ele figura no centro de um círculo de fogo, pisoteando o “demônio” da ignorância. Numa de suas mãos, há um pequeno tambor, o damaru, com o qual marca o ritmo do Universo. Seus vários braços sugerem movimento.

Natarája é a manifestação de Shiva envolvido na trama do mundo, integrado à existência de outros seres. É o oposto de Shiva Shankara, isolado nos himalayas em seu ascetismo. Natarája representa aquele que vive, trabalha, luta e atua na sociedade e, ao mesmo tempo, acha-se plenamente consciente da efemeridade nela contida. O yôgin que medita na forma Natarája não precisa retirar-se do mundo para consquistar a meta do Yôga.”

(Trecho extraído do Livro: A força da gratidão (pújá), de Sérgio Santos, fls. 60, 1a Edição, 2006, Editora Nobel). 

Segundo ainda o Léxico de Yôga Antigo (SwáSthya Yôga Kôsha), de Lucila Silva, fls. 135, 1a Edição, 2007, DeRose Editora, “Natarája, uma das formas de Shiva: sua dança representa a contínua criação-destruição do Universo. A coreografia de Shiva é o girar do tempo. Existem dois tipos principais da dança de Shiva, com aspectos antagônicos: tándava e lásya.”

“Tándava é a dança feroz e violenta, representando a manifestação coléria de Shiva em sua forma Natarája, em contraposição a lásya, a dança lírica e suave, cheia de doçura, representando as emoções da ternura e do amor.” (Op. citada, fls. 204). 

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“Só posso crer num deus que saiba dançar”. (Friedrich Wilhelm Nietzsche)

DeRose é outra coisa!!!!

Publicado em Arte, Comportamento, Cultura, Filosofia, Qualidade de vida por Rafael Reami em 30/09/2009

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Não queremos dar entrevistas sobre Yôga

Autor: DeRose 

A linguagem foi criada para conseguir a boa comunicação entre os seres humanos. A partir do momento em que ela não sirva para essa comunicação ou, até mesmo, cause mal-entendidos, tal linguagem precisa ser repensada.

Quando nós expressamos o vocábulo “Yôga”, o interlocutor já começa a embaralhar “o Yôga” com “a Yôga”. Dali a pouco ele já evolui para “a ióga”. Com o nome, já começam as discrepâncias. (Explicação: é que há muitos instrutores que o pronunciam de diferentes formas e que o interpretam de maneiras divergentes.)

O debatedor questiona o gênero da palavra, a pronúncia e a escrita. Como se isso já não fosse confusão suficiente, na sequência passa a associar o que fazemos com algo completamente diferente e até mesmo antagônico àquilo sobre o que estamos querendo explanar. (Explicação: existem 108 tipos de Yôga que são diferentes entre si.)

“Não, meu querido, não precisa de paciência, não, para praticar”, diz você cheio de tolerância, e tem que ouvir: “Como que não? Todo o mundo sabe que a ióga é muito parada…” (Explicação: há algumas modalidades que são realmente paradas.)

“Não, companheiro, não é para tua namorada, não, é a ti que eu estou convidando”, insiste você já com menos paciência, e amarga a resposta: “Ah! Não. A ióga é para mulher.” (Explicação: embora na Índia o Yôga seja uma arte de cavalheiros, no Ocidente, a partir da década de 1960, foi muito difundido para senhoras.)

 “Não, meu anjo, não é para idosos, não, é para gente jovem”, diz você disfarçando como pode a irritação que quer explodir num berro de desabafo, e é obrigado a escutar: “Quando eu ficar mais velho e não puder mais fazer esportes de homem, aí, quem sabe?” (Explicação: de fato, o Yôga é para gente jovem, mas alguns ensinantes se especializaram em recursos inspirados no Yôga para aplicar à terceira idade.)

“Não, cara, não é terapia coisíssima nenhuma, é para gente saudável”, diz você visivelmente abalado, e mal consegue deixar que o interlocutor termine a frase: “Como que não, se os professores de ióga divulgam os benefícios para a saúde e alguns até enumeram as doenças que ela cura?” (Explicação: alguns profissionais exploram a eficácia das técnicas, direcionando-as para atenuar problemas de saúde.)

“Não, seu pafúncio, não é uma seita, não, é para pessoas lúcidas e de bom-senso”, diz você já querendo saltar sobre a jugular do outro, e indigna-se ao ouvir: “Como que não é, se eu vejo sempre na televisão e no cinema pessoas que dizem professar a ióga, com roupas exóticas, cantando Harê Krishna; e outras com atitude mística, colocar as mãos em prece e se inclinar para a frente ao mesmo tempo que pronunciam o mantra adamastêr?” (Explicação: de fato, há vertentes que se consideram religião, como é o caso do Harê Krishna e outras.)

É… essa palavra mágica que produz tanto mal-entendido não pode mais ser utilizada para a comunicação com quem não for estudioso da mesma modalidade. Por isso, internamente, prosseguiremos utilizando o termo Yôga, mas para fora, para comunicarmo-nos com amigos, familiares, colegas do escritório, da faculdade, do ginásio, imprensa, conhecidos e desconhecidos, não vamos mais utilizar esse termo.

Quando formos dar entrevistas em rádio, TV, jornais e revistas, o que precisamos a partir de agora é dizer, com muita educação e simpatia, que não queremos falar de Yôga. Que essa palavra não deve constar da entrevista nem uma única vez. Que queremos falar exclusivamente sobre o Método DeRose. Que é uma proposta nova e queremos explicar o que é. (O conteúdo não é novidade alguma. A proposta é que é nova.)

Para tanto, é claro que nenhum press release deve mencionar a palavra Yôga em hipótese alguma.

Mas então, Método DeRose é apenas um outro termo para intitular a mesma coisa? Não.

Método DeRose é outra coisa.

Embora possamos, eventualmente, para encurtar a conversa, declarar que Método DeRose é um método de Yôga, precisamos ter consciência de que essa é uma simplificação e que ela talvez possa ter consequências indesejáveis. Mais para a frente, pode parecer contradição, quando você for dar uma explicação mais exata e mais completa. Na verdade, o Método DeRose é constituído por uma tecedura de conceitos e técnicas, das quais as técnicas (e unicamente as técnicas) são provenientes do Yôga Antigo.

Portanto, Método DeRose não é Yôga. Ao mesmo tempo, utiliza o Yôga como uma de suas ferramentas mais importantes.

Quem deu o nome de Método DeRose? Conforme pode ser constatado em informativos enviados várias vezes nos últimos anos aos instrutores do Método, nós oferecemos nada menos que 30 alternativas para referir-nos a ele. Algumas delas são: a Nossa Cultura; a nossa proposta; o nosso método; a nossa filosofia; nosso movimento cultural, reeducação comportamental, life style coaching etc.

Quem deu o nome Método DeRose foram os alunos e instrutores que vieram utilizando tal referência durante décadas, até que finalmente, comemorando cinquenta anos de ensino, aceitamos utilizar essa nomenclatura.

Quem cunhou a frase: “Método DeRose é outra coisa”? Curiosamente, foram os que ensinam outras modalidades de Yôga, a fim de distinguir que o nosso Método é, de fato, diferente. Nem melhor, nem pior. É “outra coisa”. Interessante, porque quem cunhou o termo impressionismo fora justamente um crítico de arte, opositor ferrenho à pintura de Monet e usara aquele termo com intenção depreciativa. Pois acabou por produzir o efeito contrário e foi quem desencadeou a fama desse ilustre pintor.

No nosso caso, ficou claro que a intenção dos colegas de outras linhas ao nos classificar como “outra coisa” era de boa-fé quando uma aluna, casada com um editor inglês, sugeriu que ele publicasse um livro de Yôga e ele se recusou de forma categórica. Quando a esposa disse que propusera a edição porque estava praticando o nosso Método, o marido respondeu inusitadamente: “Ah! DeRose eu publico.” Ela questionou: “Por que Yôga não e DeRose sim?” E veio a resposta histórica: “DeRose é outra coisa.”

Então, está bem. Estamos convencidos. Se todos são unânimes em declarar que DeRose é outra coisa, nós simplesmente acatamos a vox populi. Esperamos que seja a vox Dei.

Post publicado no site http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/ nesta terça-feira, dia 29 de Setembro de 2009. 

 

Assista a entrevista de 1h com DeRose gravada na Europa em 2009:

http://www.uni-yoga.org/entrevista_derose_tv.php

 

Ashtánga Sádhana

Publicado em Arte, Comportamento, Cotidiano, Cultura, Educação, Filosofia, Qualidade de vida, Sámkhya por Rafael Reami em 15/09/2009

Venha! Embarque e usufrua ao máximo de tudo de bom que a principal ferramenta do Método DeRose pode trazer à sua existência.

Encontre o melhor lugar para desenvolver a sua prática. Crie disponibilidade interior para essa vivência e sintonize. Sinta brotar de suas mãos, através do gesto reflexológico que executa, o acolhimento dessa filosofia milenar. Permita-se a receber, por cada poro do seu corpo, qualidade de vida e bem-estar.

Agora, expanda essa vitalidade e vontade, transmitindo-as ao local que o(a) acolhe, ao grupo com o qual partilha essa experiência, ao instrutor que ministra a prática e a todos os mestres e discípulos que permitiram que os ensinamentos dessa cultura ancestral chegassem até você. Sinta-se grato pelas pessoas que você tem junto de si e pela vivência que experimenta. Seja grato e alegre pela Vida, em si.

Exteriorize essa alegria por meio da vocalização de sons e ultra-sons que visam a desobstruir os meridianos por onde circula a energia vital em seu organismo. Interiorize-se com a vocalização do som universal mais poderoso: ÔM.

Agora, sinta o oxigênio fluir por suas narinas. Estabilize sua respiração com um ritmo coordenado, transformando-a numa dança fluida que percorre cada célula do seu ser, sob a forma de estrelas de energia que potencializam a vitalidade de cada partícula que forma você. Observe, a esta altura, as sutis alterações em sua freqüência cardíaca e em seus estados de consciência.

Execute com a devida consciência a purificação das mucosas, percebendo como é possível sentir, de dentro para fora, o trabalho de limpeza que se processa em você. Que tal? Sente-se bem? Pois isso é só o início.

Trabalhe agora seus corpos físico, mental e emocional através da técnica orgânica. Sinta os vórtices de energia que se interconectam por meio de linhas de força que existem em seu corpo, mentalizando que cada músculo, artéria e tendão são seus cúmplices nos objetivos que o seu corpo se propõe atingir. Após tomar consciência da satisfação proporcionada por cada conquista sua, supere-se, dando o seu melhor (não só no sádhana, mas também e principalmente na vida).

Maravilha! Agora, descontraia e deixe que o corpo assimile, até na intimidade das suas células, tudo aquilo que, depois de filtrado, pretende guardar consigo.

Por fim, aquiete a sua mente, estabilize a sua consciência, e sinta desabrochar a sua flor de lótus. Uma flor cujas pétalas expandem auto-suficiência, saúde, bem-estar, conforto e satisfação. Abra os olhos, sorria para a vida e lance as suas pétalas em direção ao sol.

Boa Viagem! SwáSthya!

Texto escrito por Cláudia Dutra – Sádhaka da Unidade Savassi – Belo Horizonte – MG

A elegância do comportamento

Publicado em Arte, Comportamento, Educação por Rafael Reami em 12/07/2009

383px-Lautrec_moulin_rouge,_la_goulue_(poster)_1891Adaptação do texto “A elegância de comportamento” integrante do livro “Educação Enferruja por Falta de Uso” do pintor pós-impressionista francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), que era frequentador assíduo do Moulin Rouge (que em francês significa Moinho Vermelho, é um cabaret tradicional da noite parisiense) e outros cabarés. O tema principal de suas pinturas era a vida boêmia parisiense.

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem presenteia fora de datas festivas. É quem cumpre o que promete. E, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando, e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer…

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…

Sobrenome, joias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter visão generosa do mundo, a estar nele de forma não arrogante.

É elegante a gentileza… atitudes gentis falam mais que mil imagens… Abrir a porta para alguém… é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar… é muito elegante. Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado a alma… Oferecer ajuda é muito elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. Olhar nos olhos ao conversar, é essencialmente elegante. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe, não é frescura. 

Sejam todos bem-vindos ao Blog do Rafa!!!!!

Publicado em Arte, Comportamento, Cotidiano, Cultura, Filosofia, Música, Poesia, Qualidade de vida, Vida por Rafael Reami em 25/06/2009

O Blog entrou em atividade no dia 23/06/2009. Mas oficialmente somente a partir do dia 05/07/2009. Todos estão convidados a participar comentando os posts, enviando matérias, etc.

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